Floresta de Suculentas


Cultivando beleza… e plantas!

PORTULACACEAE

TAllinum

Nome aportuguesado: Família das Portulacáceas

Espécies suculentas: Sim, a maioria das espécies é.

Distribuição: São cosmopolitas, ocorrem em sua maioria em regiões quentes, sendo mais raras em regiões mais frias

Descrição: Possui por volta de 400 espécies, divididas em cerca de 30 gêneros, sendo na sua enorme maioria ervas, mas com algumas poucas espécies em forma de arbustos ou árvores. As folhas são inteiras, geralmente alternas, mas também podem ocorrer como opostas ou verticililadas. Podem ter estípulas, normalmente escariosas (com aspecto foliar). Inflorescênia cimosas, às vezes reduzida a uma única flor. As flores, pentâmeras, costumam ser grandes, salvo exceções, bissexuadas na maioria das espécies, salvo exceções. As sépalas podem ser vistosas, às vezes a ponto de serem interpretadas como pétalas. Tem normalmente um par de brácteas na base da flor. Suas flores costumam ter um aspecto geral atraente e parecido com o das cactáceas, o que não raro permite identificar ésta família já a campo. Os frutos são cápsulas, sendo do tipo circuncisa nas onze-horas e afins, e loculicida nas marias-gordas e espécies semelhantes. Habitam sobretudo áreas abertas e secas, como desertos, dunas costeiras e terrenos pedregosos. Certas espécies e variedades apresentam pêlos brancos nas proximidades dos brotos.

Curiosidades: Esta família inclui as chamadas Onze-Horas, flores muito comuns no Brasil, tanto em cultivo como ornamentais quanto espontaneamente. Há duas espécies de onze-horas cultivadas como ornamentais em grande escala no país: Portulaca grandiflora, uma espécie nativa, com folhas cilídricas e flores de maior porte; e Portulaca oleracea, também chamada de “beldoegra”, com folhas achatadas e comestíveis. A segunda espécie está se tornando gradativamente mais rara em jardins, sendo substituída por variedades novas da primeira.

As espécies mais comuns no Brasil pertencem aos gêneros Portulaca e Talinum, os únicos de ocorrência nativa no país. Muitas espécies de Portulaca ocorrem em terrenos baldios, terrenos agrícolas e mesmo entre as lajotas das estradas. Estas espécies cruzam facilmente com as onze-horas cultivadas, originando híbridos resistentes e de flores relativamente atraentes. Os dois gêneros citados são compostos normalmente por plantas de crescimento rápido, mas eles são exceção na família, composta em sua maioria por espécies desérticas de lento crescimento. Estas espécies normalmente são minúsculas, com folhas suculentas bem reduzidas, mas apresentam não raro flores bastante grandes em relação ao tamanho total da planta.

Algumas espécies possuem formas muito curiosas, com espécies que parecem árvores minúsculas, como Ceraria pygmaea, e, no gênero Claytonia, até inflorescências que surgem a partir das folhas, como na “Alface de mineiro“.

As relações evolutivas da família ainda não são bem definidas, e não se tem certeza se todas as plantas nela incluídas têm realmente um ancestral próximo em comum (se são monofiléticas), e também não se tem certeza do grau de parentesco desta família para com Cactaceae e Basellaceae, embora elas apresentem semelhanças claras.

Espécies:

Talinum crassifolium 

 Galeria de imagens

PORTULACACEAE Lewisia rediviva Avonia alstonii

 Lewisia Cotyledon Portulaca suffrutescens Claytonia perfoliata

 

 Links pertinentes

Portulacaceae - Wikipedia

Portulacaceae- Life of Illinois

Portulacaceae - Flora of China

Portulacaceae - Succulent-Plant.com

Portulcaceae – Watson, L. Dallwitz, M.J (1992)

Portulacaceae Adanson – Flora of North America

Suculentas portulacáceas - Suculentas de Marcus Corradini

Synopsis of a revised classification of the Portulacaceae - International Association for Plant Taxonomy (IAPT)

Diagrama esquemático da família – Life of Illinois

 

Ver também:

Souza, V. C.; Lorenzi, H. Botânica sistemática. Instituto Plantarum. Nova Odessa, 2005.

____________