CRASSULACEAE
Nome aportuguesado: Família das Crassuláceas
Espécies suculentas: Todas o são.
Distribuição: A família é cosmopolita. Ocorre apenas uma espécie nativa do Brasil, e algumas sub espontâneas.
Descrição: É composta principalmente por plantas herbáceas, mas também algumas espécies arbustivas e mesmo de arvoretas. As folhas são opostas ou verticiladas, não raro formando rosetas. Costumam ser simples, ou mais raramente compostas, e são os órgãos de armazenamento de água padrão nesta família. A quase totalidade das espécies têm gemas de crescimento nas folhas que permitem a sua multiplicação, gerando mudas adventícias ou então regenerando uma nova planta quando destacada. O florecimento costuma se dar no inverno, mas na maioria das espécies não é muito atrativo aos nossos polinizadores. As flores costumam ser vistosas e grandes em relação ao tamanho da planta toda, geralmente dispostas em inflorescências cimosas, ou então solitárias. Os frutos são geralmente folículos, ou, mais raramente, cápsulas. A raiz é axial, raramente formando tubérculos.
Curiosidades: As plantas desta família têm um modo raro de proceder a sua fotossíntese, denominado Metabolismo Ácida das Crassuláleas. Pelo nome em inglês, este modo de fotossintetizar é também denominado pela silga CAM (em oposião ao modo C4, típico de gramíneas tropicais, e C3, da maioria das angiospermas). Isto é uma adaptação à vida em locais muito secos, e serve sobretudo para evitar a perda de água pela planta: Durante o dia, quando tendem a transpirar mais, elas permanescem com os estômatos fechados, abrindo-os apenas à noite, quando absorvem gás carbônico e o armazenam sob a forma de ácido málico (o mesmo que dá o tom de acidez da maçã). Ao amenhecer, utilizando a energia do sol, o ácido málico é convertido em glicose (açúcar). Como os estômatos estão fechados neste momento, a energia solar é convertida em açúcar (que a planta usa para crescer) com um mínimo de perda de água.
Ao lado dos cactos, as plantas desta família estão entre as preferidas do hobbie, tendo uma infinidade de híbridos e variedades cultivadas. A única espécie nativa no Brasil é Crassula peduncularis, expontânea em áreas abertas do sul do país, a qual não foi ainda não foi incluída no hobbie e é pouco atraente estéticamente. Outras espécies exóticas do gênero Kalanchoe se tornaram sub espôntaneas no país, ocorrendo em terrenos baldios, terras cultivadas, telhados de casas antigas, capoeiras e até em ambiente natural seco, como nas restingas litorâneas. As crassuláceas invasoras mais comuns são K. tubiflora, que se reproduz rapidamente por gemas adventícias que se desprendem de suas folhas, e K. crenata, que gera tais gemas quando suas flolhas caem ao chão.
Espécies:
Galeria de imagens
Crassuláceas - Wikipédia
Crassuláceas – Infopédia
Crassulaceae - Lookfordiagnosis.com
Família das Crassuláceas – Flora de Portugal Ilustrada
Metabolismo ácido das Crassuláceas – Wikipédia
Suculentas crassuláeas - Suculentas de Marcus Corradini
Crassulaceae, botanical prints.
Ver também:
Souza, V. C.; Lorenzi, H. Botânica sistemática. Instituto Plantarum. Nova Odessa, 2005.







