Floresta de Suculentas


Cultivando beleza… e plantas!

ASCLEPIADACEAE

bmag026_512x707

Nome aportuguesado: Família das Asclepiadáceas

Nota importante: Desde o sistema APG (1998), esta família foi incorporada à APOCYNACEAE.

Espécies suculentas: Contém, com morfologia variada. Algumas lembram cactos, outras têm folhas perfeitas.

Distribuição: São cosmopolitas, sendo mais abundantes em regiões quentes, rareando em direção às temperadas.

Descrição: Numerosa e muito variada morfologicamente, contém árvores, arbustos, ervas, trepadeiras e plantas com forma de cactos. As folhas são simples e inteiras, podendo ser opostas, verticiladas, espiraladas ou helicoidais. Podem ter glândulas na parte debaixo, e até servir como orgão de reverva de água, mas não de forma tão expressiva quanto Crassulaceae. Muitas espécies suculentas as têm reduzidas, ou mesmo ausentes. As flores geralmente são perfeitas (têm todas as suas partes) e normalmente têm alguma parte das pétalas soldadas entre si. Em geral têm 5 pétalas, bem como os demais orgãos em número de 5 ou seus múltiplos. Os frutos em geral são folículos compridos ou então arredondados, com sementes verrugosas e comosas.

 Curiosidades: O nome da família vêm de Asclépio, ou Asclepius, deus grego da Medicina (análogo a Esculápio, dos romanos). As famílias botânicas devem ter seu nome baseado no de um de seus gêneros (grupos menores de espécies), o qual seja considerado ideal, “tipo”, para se descrever o resto da família. Ou seja, em toda família botânica existe um grupo de plantas aparentadas, um gênero, que se considera o mais apropriado para representar toda a família. E é esse gênero que dará nome à família (Ex.: Crassula – crassuláceas; Myrtus - Myrtáceas; Areca – Arecáceas). O gênero tipo de Asclepiadaceae é Asclepias. Este grupo de plantas integra várias espécies medicinais conhecidas desde a antiguidade, daí o seu nome.

Plantas medicinais, porém, também costumam ser venenosas em doses maiores, e este é o caso da maioria das asclepiadáceas: a maioria delas são venenosas e apenas herbívoros muito resistentes conseguem comê-las. Muitas delas, inclusive, possuem a famosa seiva leitosa que pode queimar os olhos e a até pele. É, porém, óbvio que frutas desta família não contêm veneno, como a mangaba, ainda que o resto da planta tenha.

As espécies suculentas desta família são normalmente nativas de regiões desérticas ou próximas a corpos de água salgada do Oriente Médio e da África. Muitas espécies são poliniazadas por moscas e outros insetos carniceiros, pelo que emitem um cheiro que se aproxima do de carne em decomposição, mas menos fétido. As principais suculentas desta família têm morfologia semelhante à dos cactos, o que é uma demonstração de convergência evolutiva. São, porém, facilmente diferenciadas por não possuírem espinhos em auréolas, nem frutos carnosos ou flores com estames abundantes.

Espécies:

 Huernia keniensis

 Galeria de imagens

 huernia_keniensis-flowers 19429_asclepiadaceae20-20stapelia20marmorata a27flordecera

hoodia-sp-asclepiadaceae stapelia_asterias_big pseudolithos20cubiformis2001_jpg

 Links pertinentes

Asclepiadaceae – wikipedia

Asclepiadaceae – delta-intkey

Asclepiadaceae R. Brown – Flora da China

Suculentas asclepiadáceas – Suculentas de Marcus Corradini

o gênero Jobinia Fournier (Asclepiadaceae) no Brasil (PDF)

Flora do Rio Grande do Norte (DOC)

Excicata de Huernia echidnopsioides, na biblioteca Aluka

Ver também:

Souza, V. C.; Lorenzi, H. Botânica sistemática. Instituto Plantarum. Nova Odessa, 2005.