Orostachys erubescens
Sinonímias botânicas: Cotyledon erubescens (Maxim.) Franch. & Sav, Cotyledon spinosa L., Orostachys spinosa, O. japonica (Maxim.) A. Berger, O. spinosous, Sedum erubescensMaxim.) Ohwi, Cotyledon japonica Maxim., Sedum spinosum (L.) Thunb., Umbilicus erubescens Maxim. Possivelmente também Orostachys eburnifolia
Nomes populares: Repolhinho, Yatsugashira.
Família: Crasulaceae
Espécies assemelhadas: Espécies congênegres e algumas do gênero Sedum têm certa semelhança. Na internet, uma infinidade de outras espécies aparecem erroneamente como sendo Orostachys erubescens.
Origem: China.
Características: É uma planta em roseta de altura que varia conforme o seu estado: 2-7 cm em solo pobre, sem florescer, até mais de 10-20 cm se em solo adubado e em florescimento. Quando na forma de repolhinho, no inverno, não passa de 0,5-3 cm. As folhas de dentro da roseta são maiores que as mais externas apenas durante o seu pico de crescimento, no verão. A coloração das folhas variam do verde ao vermelho de acordo com a estação e exposição à luz solar. As folhas são suculentas e algo filiformes, capazes de crescer a partir da base e aumentar em comprimento. Normalmente são eretas em relação ao solo na primavera, tornando-se oblíquas no verão. No inverno a planta adota a forma de uma pinha (o dito ‘repolinho’), com suas folhas reduzidas, para entrar em dormência.
Cultivando em Florestas de Suculentas: Esta espécie me deu um susto no primeiro ano em que comprei: Como explicarei a seguir, as folhas morrem no outono, e eu achei que a estava perdendo. Sem encontrar nenhum nome popular, batizei a espécie de ‘repolinho’, baseado em sua característica mais marcante, o broto dormente em seu centro. É uma planta que habita preferencialmente áreas ensolaradas da Floresta de Suculentas, pois é baixa, contudo, pode sobreviver bem quando debaixo de outras suculentas. Durante as estações de crescimento (primavera-verão), ela emite folhas e filhotes, os quais podem servir de alimento ocasional a pequenos herbívoros. Esta espécie tem um dos comportamentos fenológicos mais interessante entre as que já cultivei em Florestas de Suculentas: Basicamente, ela passa o inverno todo sobre a forma de um ‘repolhinho’, como costumo chamar, fechada e sem folhas vivas (aquela bolinha escamosa no centro das plantas da imagem que encabeça este artigo). Ela fica assim, inerte, até a chegada da primavera, quando então cada escama que forma o repolhinho começa a crescer sob a forma de uma nova folha, e a planta se transforma completamente. Fica, então, semelhante a outras espécies de suculentas (veja as fotos no fim deste artigo). Durante o verão, quando já produziu bastante alimento, a planta pode vir a florescer. Se isto ocorrer, ela vai formar uma inflorescência grande no centro de sua roseta, que vai se cobrir de flores brancas. Em meus exemplares, ainda não ocorreu o florescimento. Em compensação, elas investem em novas mudinhas, que vão nascendo em torno da planta-mãe. Quando o outono chega, outro repolhinho começa a se formar no centro da roseta (como na foto acima – tirada em maio) e as folhas começam a morrer aos poucos. Aqueles que não conhecem a planta podem se assustar, pois as folhas geralmente não secam, elas apoderecem, dando a falsa impressão de uma doença ou podridão. Por fim, quando o frio chega (escrevo de Santa Catarina), o repolhinho já está bem formado, e as folhas não se vêem mais.
Interações (pragas/doenças/outros): O repolhinho praticamente não interage com outras espécies durante o inverno, quando está em dormência. Porém, quando emite folhas, costuma sofrer pequenos ataques de herbívoros, ficando com algunas folhas parcialmente comidas. Até hoje isto não foi problema algum para minhas plantas, e os animais nunca comem todas as folhas de um mesmo exemplar. Não sei dizer qual animal as come, mas suspeito de caracóis e lesmas, pelo formato côncavo das partes devoradas e pela sua presença constante na FDS. Também grilos e até baratas poderiam, com sua boca capaz de mastigar, fazer tais estragos. Quando em floração, a planta provavelmente atrai pequenos polinizadores, como mosquinhas, formigas e pequenas abelhas. Ao chegar o outono e as folhas começarem a apodrecer, animais detritívoros, como tatuzinhos, ácaros de solo, minhocas e caracóis de jardim podem comer as folhas em decomposição. A espécie também se reproduz ativamente no meio da Floresta, porém, se espalha de forma um pouco lenta: Ela emite brotinhos novos em torno de si mesma durante toda a estação quente, os quais se tornan novas plantas. Ao longo dos anos, o conjunto todo vai formando um ‘gramadinho’ de flolhas suculentas (ou uma ’plantação’ de repolhinhos, no inverno). Resiste bem ao sombreamento causado por suculentas maiores, mas neste caso apresenta menor desenvolvimento, com folhas mais curtas e menos vermelhas. Quando o solo está pobre em nitrogênio, a planta fica anã, mas continua a se comportar como descrito até agora. Se o solo recebe nitrogênio, ela aumenta de tamanho e aumenta muito a quantidade de mudinhas ao seu redor.
Propagação: Basta retirar as mudinhas ao redor da planta mãe e replantar. Isto pode ser feito em qualquer época, porém próximo primavera é melhor, pois em poucas semanas elas começam a emitir folhas. No inverno e no outono, vai ficar apenas o repolinho perdido no meio do vaso, podendo ser esquecido ou até perdido sem perceber. As mudas tiradas no verão também pegam bem, mas precisam enraizar novamente. Um truque que uso para aumentar a produção de mudas consiste em misturar uma colher de chá de uréia em um copo de água e regar a planta com esta água. (Mas cuidado: Excesso de uréia mata!)
Tolerância a umidade: Bastante boa, mas convém não exagerar. Tenho exemplares vivos em vasos que alagam várias horas após as chuvas (ver última foto da Galeria de Imagens), mas os mesmos também passam a maior parte do ano com a terra seca. Quando se cultiva a espécie sozinha e sem pegar chuvas, o ideal é regar só uma vez por mês, em pequena quantidade – e nunca regar durante o inverno.
Floração: Por volta de abril a maio, em nosso país. Não ocorreu ainda em meus exemplares.
Galeria de imagens:
Links internos relacionados:
Crassulaceae
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Galeria de imagens relevantes de outros sites:
Links externos/referências:
Orostachys erubescens var. polycephalus, no Wild Flowers Shimane (Fotos da planta no habitat natural)
Orostachys erubescens, no Cactos e Suculentas
Orostachys erubescens (Crassulaceae), no Global Compendium of Weeds
Espécies do gênero Orostachys, no DavesGarden
Orostachys spinosa, no Efloras.org (Flora of China)
Livros que tratam da planta, busca no Google Livros
Maio 4th, 2010Topic: Crassuláceas, Espécies de Suculentas Tags: None
















Maio 5th, 2010 at 14:36
[...] This post was mentioned on Twitter by Ravick Bitencourt. Ravick Bitencourt said: Orostachys erubescens, no Floresta de Suculentas: http://www.florestadesuculentas.com.br/blog/2010/05/orostachys-erubescens/ [...]
Maio 22nd, 2010 at 1:24
[...] Orostachys erubescens [...]
Setembro 24th, 2010 at 21:10
gostaria que informassem onde posso comprar sedum e sempervivum
Fevereiro 22nd, 2011 at 13:55
gostaria de conseguir mudas ou sementes de sedum e sempervivum. mr-cavallin@bol.com.br
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Cara Rosani,
Em breve estaremos disponibilizando espécies a venda no site,
Att,
Ravick Bitencourt