Fauna de uma FDS
As Florestas de Suculentas encantam por sua beleza, sem dúvida, mas, para mim, existe um outro aspecto delas que é ainda mais fascinante: As suas interaçãoes ecológicas, isto, é, como cada espécie dela se comporta e interage com as outras. Neste contexto, um aspecto muito interessante é a fauna que a habita a Floresta de Suculentas. Fauna é como se chama o conjunto de todos os animais de um determinado local, assim, aqui eu uso este termo para me referrir aos animais que percebo habitando as minhas florestas de suculentas.
Assim como nos ambientes naturais do planeta Terra, cada espécie da fauna de uma FDS tem suas necessidades e modos de vida, o que ocasiona interações muito interessantes entre ela e as demais. Por exemplo, existem animaizinhos que comem as folhas das suculentas, outros que comem restos caídos no chão, insetos que sugam seiva das plantas, polinizadores que buscam as flores, viajantes em busca de um descanço, predadores para se alimentar de todos os anteriores, e muitos outros. Uma FDS grande e variada sempre tem surpresas interessantes quando um olhar mais atento a investiga.
Para mim que desde criança adorava dinossauros, uma FDS cheia de herbívoros, predadores e animais diversos é como um Parque dos Dinossauros em miniatura.
Quanto maior e mais diversificada for a Floresta, maiores as chances de ela ser visitada por algum animal e dele a escolher como novo lar, ou como local para ser visitado com freqüência. Isto porque cada espécie tem as suas necessidades, e normalmente precisa de vários fatores para as suprir. Por exemplo, nós podemos nos alimentar de maçãs, mas não podemos comer apenas isso. Deste modo, um ambiente ocupado apenas por macieiras não é capaz de manter um ser humano, é preciso ter mais espécies para nos sustentar. Mesmo o coala, famoso por se alimentar apenas de eucalipto, precisa de várias espécies de eucalipto ao longo do ano, procurando algumas em cada estação (pode ainda comer folhas de acácia). Assim, um canteiro inteiro só com uma espécie de suculenta pode ser bonito, mas será um ambiente árido para os animais. Tanto melhor: Afinal, o divertido é fazer uma FDS com o máximo possível de espécies, não é mesmo?
Mas que animais habitam as Florestas de Suculentas?
Bom, em sua maioria, animais pequenos, compatíveis com o tamanho da FDS. Os maiores animais que já encontrei em minhas Florestas de Suculentas foram algumas espécies grandes de lesma, e filhotes de lagartixa. Às vezes também pássaros como corruíras e bem-te-vis as visitam, procurando comer os outros habitantes, mas isto é pouco comum, e eles obviamente não podem viver na FDS.
Os animais que podem viver o ano todo dentro de uma FDS precisam encontrar nela, além de abrigo e proteção, alimento para todo o período em que estiver ativo. Como as FDSs normalmente são ambientes pequenos, não podem gerar sustento para animais que precisem comer muito, e nem mesmo para populações grandes dos que comem pouco.
Deste modo, os principais habitantes que noto em minhas FDSs são: Três espécies de caracol, duas de lesma, duas de tatuzinhos, o chamado “mosquitinho do esterco”, pulgões, cochonilhas, algumas espécies de besouros, algumas aranhas, duas de formiga (mas nunca as duas ao mesmo tempo, pois são inimigas), ácaros de solo, minhocas, filhotes de lagartixa e alguns insetos minúsculos que não sei identificar; Todos normalmente em populações pequenas. Existe ainda variás espécies que as visitam regularmente, mas que não ficam ali por muito tempo, como várias espécies de moscas, cinco espécies de abelhas, filhotes de hemípteros, besouros-tigre (espécie de besouros predadores), quilópodes (os chamados “piolhos-de-cobra”, “embuás” ou “gongolôs”, animais herbívoros com muitas patas), libélulas, borboletas e vários outros.
Além disso, as suculentas não são boas produtoras de alimentos, o que limita ainda mais a quantidade de animais que pode viver nas FDSs.
E por que as suculentas são assim ruins para produzir alimento?
As suculentas são plantas cujas folhas em geral vivem por muito tempo. Ao passo que outras plantas logo cobrem o chão com folhas mortas, as de algumas suculentas podem até viver mais de um ano antes de cair. Ou seja, elas produzem muito menos matéria do que outras plantas. Além disso, de modo geral, as folhas de suculentas, ao morrer e cair, não apodrecem, mas ficam secas no chão da Floresta por até vários meses, duras e sem servir de alimento para ninguém. Apenas quando chove ou quando alguma folha começa a se decompor, é que pode ser consumida pelos animais detritívoros. Existem espécies que nem mesmo folhas têm, praticamente nunca descartando nada no ambiente para servir de alimento. Já outras, como as portulacáceas, são melhores quanto à produção de alimento e folhas mortas, e têm folhas macias e comestíveis..
Além disso, enquanto estão vivas, a maioria das suculentas normalmente têm boas proteções contra herbívoros, sendo bem poucos os que podem comê-las. Caracóis e lesmas grandes são alguns dos poucos que conseguem. Porém (para a felicidade dos colecionadores de suculentas) a imensa maioria dos animais herbívoros é totalmente incapaz de abocanhá-las, ou mesmo não gostam do seu sabor – e algumas são venenosas se comidas.
Então por que há bichos vegetarianos que vivem nas Florestas de Suculentas? O que eles comem?
Alguns, como as lesmas grandes e até certas lagartas, são fortes o bastante para comer cactos e suculentas. Também por esta razão, são também em geral detestados pelos colecionadores destas plantas. Aqui em minha região são raras tais lagartas, mas as lesmas grandes são comuns. Vez por outra noto alguma folha comida dentro da FDS, mas nunca perdi planta nenhuma por causa delas. Como o ambiente é variado em espécies, elas não precisam comer apenas uma espécie. Assim, uma lesma grande pode entrar na FDS em uma noite, comer uma folha de planta-pérola (Hawortia spp.), por exemplo; na seguinte come uma de Repolhinho (Orostachys erubescens); Na terceira noite pode comer flores caídas de onze-horas (Portulaca spp.); E depois ir para fora da FDS atrás de novos ambientes.
Uma única vez houve em uma das minhas FDS a desova de certa espécie de borboleta (ou mariposa, não vi o adulto) silvestre cujas lagartas se alimentam de folhas de uma espécie de açucena nativa (Hippeastrum sp.). As lagartas, porém, eram em número grande demais para as plantas da minha FDS, devorando todas as folhas e depois se espalhando sem rumo pelo ambiente. Mesmo tendo levado algumas para minhas outras açucenas, não vi nenhuma chegar à fase adulta, e não sei dizer se a alguma da ninhada sobreviveu. Como as açucenas possuem bulbos, porém, semandas depois já estavam com folhas saudáveis de novo.
Outros animais podem comer ainda outras plantas que vivem nas Florestas de Suculentas, como musgos, limo e algas de solo. É o caso dos tatuzinhos, colêmbolos (bichinhos minúsculos que vivem entre as folhas caídas das suculentas), ácaros de solo (não são aqueles ácaros que causam doenças ou estragam plantas: estes vivem no chão da FDSs comendo algas de solo e coisas em decomposição) e dos caracóis pequenos , que conseguem passar quase a vida toda dentro das Florestas de Suculentas. Além disso, quase todos estes também podem comer coisas em decomposição, como folhas e flores, caídas no solo da FDS. (Além disso, se puderem encontrar, os ácaros-de-solo, caracóis pequenos e tatuzinhos também comerão animais mortos)
Em todo caso, os principais herbívoros que noto nas minhas Florestas de Suculentas são insetos que sugam seiva das plantas, os temidos pulgões e cochonilhas. A maioria dos colecionadores de cactos e suculentas os odeia, e os mata tão logo os perceba. E não estão errados, já que suculentas em vasinhos isolados dificilmente recebem visitas de predadores de pulgões e cochonilhas. Porém, nas FDSs, eu absolutamente nunca os mato, deixo isso a cargo do equilíbrio natural da Floresta – e jamais perdi suculentas por excesso de pulgões ou cochonilhas. Ao contrário da maioria dos animais, estes herbívoros pequeninos são mais abundantes no inverno, época em que muitas crassuláceas florescem. Desta forma, por exemplo, uma planta-fantasma (Graptopetalum paraguayense), inacessível aos pulgões quase o ano todo, no inverno emite suas inflorescências tenras e ricas em seiva, que então podem servir de alimento para estes animaizinhos. Durante o resto do ano, os pulgões se concentram em brotos de outras espécies, mas quase sempre em número menor do que no inverno.
Já as cochonilhas aparentam ter a mesma população ao longo do ano. As de solo eu já percebi algumas vezes ao trocar plantas de vaso, mas na FDS eu não tenho como observá-las, embora suponha que elas consigam viver ali. Em todo caso, o solo das FDSs é bem mais compactado do que dos outros vasos, o que deve reduzir bastante o seu número. Já as cochonilhas brancas que vivem ao ar livre se concentram em brotos de planta, mas nunca em grande número, pois aí acabam atraindo a atenção de besouros-tigre, joaninhas, outros besourinhos carnívoros, vespinhas e mosquinhas-parasitas-de-cochonilhas, que as dizimam. Existe ainda um terceiro tipo de cochonilha que percebo em minhas FDSs, que é uma espécie preta e dura (”cochonilha-de-carapaça“), mais comum em orquídeas. Eu jamais percebo mais de uma no mesmo ramo ou folha, pelo que suponho que algum outro animal as controle.
Espécies de sugadores maiores, como percevejos e suas ninfas (filhotes ainda sem asas), também são bastante comuns, e normalmente trazem mais cor ao ambiente. Eles aparecem e quatidades pequenas, razão pela qual não causam estragos maiores. Suponho que se alimentem sugando seiva das suculentas, ou de outras plantas próximas. Existe uma espécie preta e laranja que apenas aparece quando planto melões nas hortas, e que depois vão para as suculentas e tomateiros quando os meloeiros morrem.
As diabróticas (também chamadas de “vaquinha” ou “brasileirinha”) são especialmente comuns. São besourinhos do porte de uma joaninha, verdes com manchas amarelas, que se alimentam de vegetais em geral, e seus filhotes (larvas) são subterrâeos e comem raízes de plantas. Apesar de vê-las diariamente pelas FDSs, e de saber que causam estragos em plantas, nunca percebi danos notáveis em minhas suculentas. Também por isso não sei se elas se alimentam ali, ou se vivem pela horta e apenas visitam as FDSs.
Percebo ocaionalmente folhas sendo comidas por lagartas-minadoras e roídas por grilos, mas nada que cause dano real às plantas. Às vezes também noto sinais de herbivoria (folhas comidas) em algumas suculentas, mas sem poder dizer qual a espécie o fez.
E os outros animais que você citou?
Bom, outro grupo muito importante são os polinizadores, e outros visitantes diários. Moscas e abelhas são os mais comuns, mas também aí se enquadram as borboletas, vespas em geral, formigas alguns hemípteros e outros.
As abelhas vêm obviamente em busca de flores, e são mais abundantes na primavera e no verão. Noto pelo menos cinco espécies visitando as Florestas de suculentas: a abelha comum (”abelha-européia”), a mamangava, uma abelha nativa verde, outra abelhinha nativa negra e uma espécie minúscula de abelha marrom. As visitas delas são breves, e normalmente se limitam às flores, quando já as encontraram, podendo voar pelo meio da FDS quando estão procurando mais flores.
As vespas e marimbondos se assemelham em tudo ao que fazem as abelhas. Algumas vespinhas minúsculas também aparecem para pôr ovos em pulgões e cochonilhas, mas nunca as vi, apenas os pulgões infectados.
As borboletas são pouco comuns, e geralmente visitam as flores por alguns instantes e depois vão embora. Existem, porém, duas exceções: As lagartas da borboleta-da-couve, após terem comido parte da minha horta, se dispersam pelo quintal para achar um lugar onde possam se transformar em casulo com segurança, e muitas acabam indo parar dentro das Florestas. O mesmo também ocorre com uma espécie local de maranduvá, que não queima, o qual também se espalha pelo ambiente em busca de um local onde virar casulo. Assim, estas duas espécies por vezes aparecem e se transformam em borboletas dentro das minhas Florestas. Além disso, mariposas diversas também aparecem dormindo nas suculentas mais duras durante o dia.
Mas as mais importantes e interessantes são sem dúvida as moscas. As moscas doméstica e varejeiras aparecem quando existem flores de planta-dragão (Huernia spp., Stapelia spp. e plantas semelhantes) ou outras que imitem cheiro de carne em decomposição. Nestas ocasiões podem até pôr seus ovos nestas flores, os quais dão origem à larvas, mas estas não conseguem crescer nas flores, e normalmente são comidas por predadores ou morrem na própria flor. Também os adultos servem de alimento a predadores, e é relativamente comum eu encontrar moscas mortas e secas no interior da Floresta, sobretudo quando tais flores estão presentes.
As moscas em geral estão entre os animais que conseguem perceber mudanças de pressão atmosférica e, com isso, prever chuvas. Por isso, às vezes eu noto uma quantidade mais alta delas “dormindo” nas FDS, nos varais e nas árvores – e então sei que a chance de chover é alta. Na verdade, elas estão buscando plantas duras onde possam se abrigar durante a chuva, e como muitas suculentas são bem rijas, as moscas acabam indo ‘dormir’ nestas plantas.
Outro tipo comum e importante de mosca são as mosquinhas-da-banana (Drosophila spp.), que se alimentam de coisas em decomposição no chão da FDS, e vivem pelos arredores nas hortas. Por várias vezes eu avistei aranhas com estas mosquinhas nas mandíbulas, o que demonstra a importância delas para o ambiente. (veja as fotos)
Existe também as moscas-abelhas (hover-flies), que visitam as mesmas flores que as abelhas na FDS. São moscas polinizadoras, normalmente comedoras de néctar e pólen ou mesmo de bactérias que se acumulam em flores. Flores de euforbiáceas e orquídeas de solo parecem atrair mais este tipo de animalzinho. Teoricamente, como seus filhotes comem vários tipos de alimentos, poderiam viver na FDS, porém nunca os notei.
Mais algum tipo de animal aparece nas Florestas de Suculentas?
Bem, existe ainda uma variedade de outros animais que habitam ou visitam regularmente as FDSs. A enorme maioria deles são tão pequenos que eu não consigo identificar e nem fotografar.
Os ditos ”mosquitinhos-do-esterco” são pequenos insetos voadores que vivem na matéria em decomposição. São comuns nas minhas hortas em torno das FDSs, mas apenas aparecem dentro das florestas quando a quantidade dematéria em decomposição aumenta (por exemplo, quando há muitas folhas podres de portulacáceas). Normalmente eles aparecem apenas em épocas mais úmidas.
Um dos mais animais mais comuns nas minhas FDSs são os besourinhos do gênero Lagria, espécie de corpo preto, mas de élitros marrom claro peludinhos, e normalmente com a parte final do abdômem vermelha. Este inseto é uma praga importante de monoculturas como soja e feijão, mas, no ambiente variado das FDSs e das minhas hortas, eles não precisam se alimentar de apenas uma espécie – e por isso não causam danos. Este animal é capaz de passar a vida toda em meio às suculentas, sem jamais comer nenhuma delas: Vejo com freqüência tanto larvas quanto adultos se alimentando de matéria morta no chão das Floresta, e também larvas abrigadas em folhas de mini espada-de-são-jorge e outras rosetas bem protegidas.
Uma espécie invasora de formiga tomou conta do quintal, expulsando todas as outras, exceto uma menos comum. Esta formiga invasora é age dentro da FDS tanto como predadora, como detritívora e herbívora, caçando pequenos animais, comendo frutinhos e néctar e carregando bichos mortos para os formigueiros. Elas também levam pulgões e cochonilhas pretas para brotos novos, protegendo-lhes de predadores em troca de um líquido doce que eles fornecem. Ajudam ainda na saúde do solo, fazendo galerias para seu formigueiro gigante (esta formiga têm multiplas rainhas, e o formigueiro em si provavelmente ocupada todo o quarteirão), e o enriquecendo com matéria orgânica.
A outra espécie de formiga, única que a invasora não conseguiu eliminar, continua sobrevivendo pelo ambiente. É muito raro ver as duas espécies juntas, o que sugere que elas sejam inimigas e se enfrentem em batalhas por território. Recentemente, notei esta outra nas FDSs mais antigas, o que denota que ela está conseguindo retomar áreas antes ocupadas apenas pela invasora – que sumiu destas FDSs.
As minhocas também aparecem neste ambiente, embora sejam mais comuns nos primeiros anos da Floreta, se tornando mais raras depois que o solo vai se compactando. Dependendo da espécie, cada minhoca tem hábitos diferentes. Algumas nunca saem de dentro da terra, já outras passeiam pelo chão a noite, e uma espécie que veio aqui com terra trazida do meio de uma mata tem um hábito interessante: ocupa sempre a mesma toca, de onde emerge metade de seu corpo quando não há sol forte, e fica com a boca comendo o que encontrar nesse raio de ação, de algas de solo até pedaços de plantas.
Na época de reprodução de cupins e formigas, as suas formas aladas aparecem na FDS. Formigas e cupins com asas nascem em determinada época do ano nas colônias. Estes insetos acasalam no chamado “vôo nupcial”, para então descer ao solo e tentar originar uma nova colônia. Estes insetos acabam indo parar casualmente dentro das FDSs, onde ficam durante algum tempo e depois saem, ou são pegos por predadores (veja as fotos).
As belas ”carochas de natal”, besouros amarelos que comem pétalas, também aparecem ocasionalmente. Elas têm este nome pois apenas aparecem durante o verão, sendo abundantes perto de árvores em plena floração. A quantidade de pétalas de uma FDS não costuma ser muito grande, mas, mesmo assim, quase todos os anos pelo menos uma passa alguns dias em meio à FDS.
Outra espécie bonita de besouro comedor de flores que aparece às vezes é o besouro da roseira, Rutela lineola,espécie bem maior e mais pesada que as carochas de natal, e que também só costuma aparecer no verão. Este besouro é muito forte e blindado, e quando entra na FDS não tem o que temer, pois não há ali predador capaz de lhe fazer frente. O único animal que já vi se alimentar desta espécie é o lagarto teiú, que não aparece nas minhas FDSs. Infelizmente, porém, a visita deste besouro é bem rara, já que a imensa maioria das pétalas de flores de suculentas não é do seu agrado.
As traças aparecem de vez em quando, e são de três tipos: As traças de livro, as de roupa e as de grãos. Todas elas aparentam comer restos caídos das suculentas, mas são muito raras de se avistar nas FDSs. As de livro, também chamadas ”peixes-de-prata” (lepismas), são bastante difíceis de se ver onde quer que vivam. São animais frágeis e que podem ser vitma de qualquer outro animal, mas com mandíbulas poderosas para roer plantas. Avistei apenas uma até agora. As de roupa, que são lagartinhas da família Tineidae, aparecem carregando o seu casulo achatado e dormindo em meio às suculentas às vezes. Porém, elas se espalham por todo o ambiente indistintamente, e não creio que passem muito tempo dentro das FDSs. O terceiro tipo de traça, o de grãos, são mariposinhas bem pequenas (provavelmente Ephestia cautella) que gostam de comer coisas com amido, como grãos em geral. Elas aparecem mais quando a FDS ainda é nova, e depois vão rareando.
Também por vezes eu liberto alguns tenébrios de minha criação dentro das FDSs maiores. Este besourinhos sobrevivem nelas se alimentando de restos orgânicos das suculentas, e, enquanto não chover, podem até procriar neste ambiente. Porém, basta uma chuvarada para que todos eles morram por doenças diversas. Libertar animais no ambiente é perigoso, e eu apenas faço pois sei que tanto a chuva quanto a competição com outras espécies logo os dominarão. Além disso, não há silos de armazenamento de grãos por perto (os tenébrios são pragas de silos), então não há perigo maior.
Por fim, noto visitantes ocasionais, como gafanhotos, grilos, paquinhas e baratinhas-de-horta (uma espécie pequena e nativa de barata, que não é a mesma daquelas nojentas de esgoto. Nunca vi uma barata de esgoto em minhas FDSs, e espero continuar nunca vendo…). O inseto colorido que aparece na foto do topo deste artigo é uma ninfa de percevejo do maracujá (Diactor Bilineatus, parente brasileiro do Anisocelis flavolineata), que vivia em um maracujazeiro próximo às FDSs, o qual foi cortado. Sem o pé de maracujá para viver, ele acabou vindo parar na Floresta, onde permaneceu durante vários dias, e não sei dizer que fim teve. Possivelmente conseguia se alimentar sugando algumas das suculentas, mas não vi nenhum adulto nelas. Foi a única vez que esta espécie apareceu nos vasos.
E os predadores? Faltou falar deles!
Os favoritos de muita gente, mas arrepiantes para outras. A maioria dos predadores das Florestas de Suculentas são aranhas e joaninhas. As joaninhas são abundantes quando há muitos pulgões para elas se fartarem. Em épocas especialmente ricas em pulgões, elas não só passam a morar na FDS como também acasalam e põem seus ovos nela. Logo depois suas larvas nascem e passam a caçar pulgões e cochonilhas por entre as suculentas. Já notei pelo menos três formas (não sei dizer se são espécies distintas) de joaninhas vivendo nas FDSs, uma com a carapaça toda vermelha, outra um pouco maior e com pontos pretos sobre o fundo vermelho e mais uma terceira com a carapaça amarela. É muito mais comum ver a vermelha acasalando, mas quase todas as larvas que observo se tornarem adultos são das amarelas. (Pelo que suponho que as amarelas sejam vermelhas jovens.)
As aranhas são bem mais variadas, e muitas passam todo o ano dentro da FDS. Ao contrário das joaninhas, porém, elas geralmente não permitem outras semelhantes em seu território de caça, expulsando todas as rivais que puderem. Por essa razão, embora bem mais constantes, são menos numerosas do que as joaninhas. As aranhas que noto aqui são de várias espécie, mas, basicamente, de três tipos de tática de caça: As que caçam com teia, as que fazem emboscada e as que caminham por seu território em busca de vítimas.
As que usam teias são mais numerosas quando há muitos pulgões no ambiente. Destas, as que constroem suas teias perto de plantas com muitos pulgões podem muitas vezes se alimentar quase que só deles, pela facilidade com que estes insetos caem das plantas. As que fazem emboscadas costumam ser coloridas e se esconder em flores para apanhar abelhas e outros polinizadores de surpresa, ou então fazem o seu abrigo de teia em alguma folha dura e matam os insetos que passam perto dele. Já as que andam livremente pelo ambiente são dessas pequenas que vivem nas paredes e muros, chamadas de “pega-moscas“, “saltadora” ou “pula-pula” (família Salticidae). Elas mantém um território dentro da FDS, do qual espulsam todas as aranhas que encontrarem, mesmo as de teia, se conseguirem chegar até elas. Elas patrulham este território regularmente, e abatem todo tipo de animal que puderem enfrentar. Suponho que as vítimas mais comuns sejam moscas, pela quantidade delas que encontro mortas dentro da FDS, mas também já as vi abatendo cupins alados, drosófilas, mariposas, pequenos besouros, formigas e atacando um tatuzinho sem sucesso. Sempre que encontro um inseto morto dentro de uma FDS suponho a priori que ele tenha sido vítima de uma aranha: Como as aranhas só bebem líquidos, a casca seca do inseto que elas sugaram continua no ambiente até se decompor ou ser devorada por animais detritívoros.
Existem ainda predadores ocasionais, que nem sempre estão presentes na FDS. Dentre eles o mais notável é uma espécie de besouro-tigre da região, espécie voraz que pode comer absolutamente qualquer outro animal pequeno com o qual entre em contato, dentre caracóis, minhocas, insetos, aranhas e etc. Outros são as tesourinhas, insetos que podem comer desde plantas e fungos até pequenas presas, e que possuem pinças grandes no lugar da “cauda”, que usam tanto para caçar quanto se defender. Outro ainda são algumas espécies de besouros da família Staphylinidae, famosos por estarem sempre presentes em composteiras, hortas, montes de lixo e onde quer que haja matéria orgânica em decomposição. Estes besouros ágeis e com abdômem desprotegido, porém, não comem esta matéria orgânica, mas sim os animais que vêm comê-la, sendo predadores de caracóis, larvas de moscas, ácaros de solo e outros. Centopéias minúsculas, de pouco mais de 1 centímetro também aparecem nas proximidades das FDSs, mas nunca vi uma delas efeitivamente dentro de uma. Vez por outra também alguma libélula defende como território os poleiros mais altos de alguma das FDS, mas nunca vi uma libélula dessas abatendo presas.
Dentre os predadores de todo de cadeia (pelo menos, para os padrões de uma FDS), o mais comum são os filhotes de lagartixa. Sim, filhotes. Quase sempre tem um ou dois filhotes vivendo dentro das FDSs maiores, mas nunca vi nenhuma adulta. Possivelmente, os adultos ficam com os melhores territórios, e as lagartixas pequenas acabam descobrindo na FDS um local seguro com alguma disponibilidade de presas. Como elas só caçam à noite, nunca vi nenhuma em atividade, mas suponho que comam a espécie menor de tatuzinho (Trichorhina sp.), mosquitos, drosófilas, jovens aranhas, dentre outros. Cabe comentar, uma interação notável que vi certa vez: Foi um caracol obtendo cálcio comendo um esqueleto de filhote de lagartixa que encontrou na FDS.
Além delas, também corruíras adentram às vezes algumas das Florestas de Suculentas em busca de pequenas presas, saindo de lá com uma larva de tenébrio, uma lagarta da couve ou outro animalzinho no bico. Também o bem-te-vi pode xeretar por entre as suculentas, saindo de lá com um caracol no bico, e pousando por perto para bater com sua casca em algum lugar (geralmente no suporte do varal!) até quebrar e então comer a carne.
Esses bichos todos aparecem na Floresta o tempo todo?
Não. Muitos deles apenas aparecem em épocas ou ocasiões específicas. Por exemplo, a carocha-de-natal só é vista durante o verão. Os pulgões são mais abundantes quando há partes tenras nas plantas, o que se dá quando elas estão florescendo ou quando chove e elas começam a crescer. As joaninhas só aparecem em número maior quando os pulgões conseguiram reproduzir bastante. Abelhas e aranhas que se emboscam em flores só aparecem quando há alguma espécie atrativa florescendo. Há uma espécie de percevejo daqui que eu só vejo quando planto melões nas proximidades.
Além disso, o ambiente seco da FDS também é árido para a vida animal. Os caracóis pequenos de jardim, apesar de serem a espécie mais constante nas minhas FDSs, só estão em atividade quando ela está úmida (em tempos chuvosos), ficando todo o resto do tempo fechados em suas conchas esperando a umidade voltar. Também os tatuzinhos fogem da FDS quando ela seca, pois só conseguem respirar em locais úmidos. Os ácaros de solo, também, só aparecem para comer o que haja na FDS quando chove e ela fica úmida, e, dias depois, quando ela seca completamente, eles desaparecem.
As minhocas são comuns nos primeiros anos de existência de uma FDS, enquanto o seu solo não está compactado. Mas, conforme ele vai se compactando e empobrecendo, elas não são mais capazes de viver ali, aparecendo então só ocasionalmente. Além disso, muitos animais são apenas visitantes ocasionais.
Enfim, cada espécie têm suas condições para poder estar dentro de uma FDS, o que nem sempre ocorre.
E todos esses bichos vão aparecer nas minhas Florestas de Suculentas?
Não sei dizer. O conjunto de animais que aparecem em FDSs depende das espécies que já existem no local onde se fez a FDS, das espécies de suculentas que a compõem, das condições dessa Floresta e etc. Se alguém montar uma FDS em outro estado do país, ou mesmo em outro país, haverá outras espécies a existir por perto, que poderão ou não tomar a FDS como novo lar, ou como um local para ser visitado regularmente.
De modo geral, quanto maior e mais diversificada a FDS, maior a chance de ela abrigar espécies animais. Se houver um jardim, hortas ou um pomar nas proximidades, haverá mais espécies nas proximidades para colonizar a FDS. Se ela for feita no interior, perto de matas, pastos e plantações, contará com mais espécies potencialmente colonizadoras do que num grande centro urbano.
Pode-se também, tomando-se muito cuidado, libertar espécies de animais dentro da Floresta de Suculenta, como eu faço com tenébrios. Porém, muitas das pragas que existem hoje, do pardal ao capim braquiária, resultam de indivíduos soltos irresponsavelmente no meio ambiente. Por isso, é melhor não soltar no ambiente espécies estranhas. Ao invés disso, pode-se coletar animais que já existem nas proximidades, e soltá-los nas FDSs. Com sorte, eles aprovam o novo ambiente e passam a viver ali.
Como faço para ter bichos nas minhas FDS?
De certa forma, basta construir uma Floresta de Suculenta grande e variada em espécies que alguns bichinhos já poderão aparecer por conta própria, e se animar a viver ali. Escolhendo-se para a FDS um local próximo de áreas com animaizinhos também estimula a colonização dela. Na verdade, quanto mais animaizinhos houver perto da FDS, mais fácil será um deles entrar nela, gostar e ficar por ali.
Aqueles com potencial para serem “pragas”, como pulgões, cochonilhas e lesmas podem aparecer por contra própria (afinal, aparecem em qualquer lugar!), e aí atrair seus próprios predadores para dentro da FDS, como joaninhas, aranhas e besouros carnívoros.
Tatuzinhos, ácaros de solo, mosquitinhos do esterco, baratinhas-de-horta e pequenos caracóis, existindo nas proximidades, também tendem a entrar na FDS se houver folhas caídas e outros materiais em decomposição dentro dela.
Às vezes eu também deixo no meio de alguma FDS pedacinhos de alguma fruta que estiver comendo, ou iscas afins, o que ajuda àqueles que estão vivendo na FDS, ou mesmo atrai outros animaizinhos.
Mas, de modo geral, algumas plantas têm mais potencial para atrair espécies do que outras:
* As portulacáceas, com suas folhas moles e flores chamativas, atream mais abelhas, formigas, e pequenos herbívoros;
* As aizoáceas normalmente também atraem os mesmos animais que as portulacáceas;
* Algumas euforbiáceas têm flores muito atrativas para polinzadores em geral, dentre moscas, abelhas, besouros e afins;
* As apocináceas (e asclepiadáceas), com suas flores com cheiro de carne, são especialmente atrativas para moscas;
* As orquidáceas de solo, que também são suculentas, atraem uma infinidade de animais, de minúsculas cochonilhas de carapaça até enormes besouros comedores de pétalas;
* Os cactos em geral têm flores espetacularmente atrativas, podendo alimentar até beija-flores, além de uma infinidade de pequenos animais;
* As asteráceas são campeãs na atração de borboletas, além de abelhas e outros;
* As partes novas das crassuláceas são mais suscetíveis a pulgões;
* As piperáceas podem alimentar herbívoros ocasionais;
* Nem só de suculentas vive uma FDS. Musgos e outras plantinhas pequenas podem viver ali, desde que tolerem o ambiente seco (inclusive violetas, que já tenho conseguido manter nestes locais desde que elas não peguem sol), e isso aumenta as chances de algum animalzinho achar na FDS o que precise.
Enfim, o principal é ter uma FDS variadae não muito longe de local onde haja animaizinhos expontaneamente.
E os bichos não viram praga, não?
A chance existe, é verdade. Porém, lembremos que na natureza “pragas” praticamente não existem. Os animais/plantas e afins que se tornam pragas de culturas humanas fazem isso porque o homem altera o ambiente onde antes eles viviam em equilíbrio com a natureza (sobretudo matando seus predadores com pesticidas e tirando as outras opções alimentares além da planta cultivada).
Nas minhas FDSs, o diversidade do ambiente e o fato de eu jamais usar venenos no jardim ou na horta condicionam haver muitas espécies de animaziinhos por aqui, e todos os potencialmente “pragas” tem seus predadores. Ou seja, havendo certo equilíbrio, não haverá praga.
Os bichinhos podem viver só na FDS?
A imensa maioria não. Lembremos que as FDSs são ambientes normalmente pequenos e que, por isso, só podem gerar abrigo e alimento para poucos animais – e, mesmo assim, muitas espécies só encontram ali o que lhes interessa em determinadas épocas. Alguns, como os tatuzinhos e ácaros de solo, como já disse, só conseguem entrar e se alimentar dentro das FDS quando o tempo está úmido, e fogem dela quando ele seca.
Além disso, é sabido que populações pequenas têm maior risco de extinção. Uma FDS pode manter apenas populações pequenas e, se algum animal tivesse de viver apenas dentro dela, estaria em constante risco de se extinguir (da FDS), o que aconteceria cedo ou tarde. Assim, é importante que populações dos animais estejam vivendo à volta da FDS, no jardim, quintal, pomar ou perto de onde estiver a FDS.
Por exemplo, eu se eu soltar uns 10 tenébrios em uma FDS, eles vão viver ali, ficar adultos, acasalar, pôr ovos e ter filhotes. E podem ir fazendo isso por bastante tempo. Porém, no dia em que uma corroíra entrar na FDS e comer vários deles, ou quando uma chuva umedecer toda a FDS (eles ficam doentes com muita umidade), a tendência é que todos morram. Como não há outros tenébrios vivendo no ambiente, esta espécie estará localmente extinta até o dia em que eu soltar outros tenébrios. Já se um bem-te-vi comer todos os caracóis da FDS, ainda vão existir outros vivendo por perto, que acabarão por colonizar novamente a FDS.
Por fim, acho importante comentar que eu costumo classificar os habitantes das Florestas de suculentas da seguinte forma: Os Residentes, que são capazes de completar todo o seu ciclo vital dentro da FDS, como o caracolzinho de jardim, o besouro Lagria, joaninhas, aranhas, minhocas, cochonilhas e o pulgão; Os Visitantes Freqüêntes, que não conseguem passar a vida toda dentro da FDS, mas que estão freqüentemente por perto, usando os recursos da FDS ou sendo recurso para outros seres dentro dela, como as moscas, abelhas, percevejos, tatuzinhos, borboletas, filhotes de lagartixa, lesmas de grande porte ou as efemérides; e Os Visitantes Ocasionais, animais que entram na FDS por acaso, podendo permenecer ali alguns dias ou sair logo depois, sendo encontrados apenas ocaiosnalmente na FDS. Praticamente todo animal pode ser um visitante ocasional, mas como exemplos cito taturanas, baratinhas de horta, percevejo-do-maracujá, pássaros, besouros florestais diversos, besouros e mariposas (dentre outros) que apenas dormem durante uma noite (ou dia) na FDS, insetos diversos que utilizam as suculentas mais rígidas como poleiros seguros em dias de vento e etc.
Tendo encerrado este assunto, convido agora o leitor a ver diversos exemplos de animais que consegui registrar em minhas Florestas de Suculentas. Os indivíduos fotografados são apenas uma ínfima parte dos animais que avisto nelas, pois a maioria ou está em uma posição na qual é impossível uma boa foto, ou então são tão pequenos que mesmo com a opção “macro” ligada eu não os consigo registrar muito bem. Nalgumas eu tive até de fazer o animalzinho se mover, para poder fotografá-lo. Em todo caso, penso que estas fotos possam demonstrar tanto a beleza da fauna de uma FDS quanto o quão interessante é a sua ecologia. Passando o cursor do mouse por cima das miniaturas da galeria abaixo, pode-se ler uma breve informação sobre o que existe na fotografia. Sugiro que se clique nelas com o botão direito e que se as abra em uma nova guia, para que se possa continuar explorando esta página. Abaixo selecionei também fotos de suculentas de outras partes do mundo, com animais associados a elas. E, no fim da página, há uma lista de links interessantes que ou me ajudaram a montar este post, ou são um aprofundamento interessante sobre os temasaqui tratados. Boa “viagem” pelas fotos!
Galeria de imagens:
Links internos relacionados:
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Imagens relevantes de outros sites (clique para ir às páginas)
Referências/links relevantes:
Animal-friendly Cacti and Succulents, em Bellaonline (artigo sobre animais que ajudam suculentas)
Avaliação da mesofauna (colêmbolos e ácaros) do solo em agroecossistemas de base familiar no Rio Grande do Sul, no Aba-agroecologia (pdf)
Downloado do livro Insect Ecology (Ecologia de insetos), no BiologyBrasil
Ecologia, na wikipédia
O que é Ecologia, no site da USP
Pragas e Doenças, no Cactos e Suculentas
Traças no ambiente urbano, no Instituto Biológico de São Paulo (diferença entre os tipos de traça)
Salticidae, na wikipédia (sobre as aranhas papa-moscas)
Ciência dos Insetos, blog sobre o tema
Predador de cochonilha-branca (Cryptolaemus montrouzieri Mulsant), no Banco Internacional de Objetos Educacionais
Novos registros de dípteros predadores de cochonilhas do mamoeiro, no Fundagres.org (pdf)
Ecologia populacional, estratégias reprodutivas e uso de recursos por isópodos terrestres neotropicais (Crustacea, isopoda), na UFGRS (pdf)
Os amigos naturais dos pomares, no Agrofit
Joaninha, na wikipédia
Lagria, no wikiespécies
Lagarta minadora, no Jardineiro.net
Afídeos, na wikipédia (tudo sobre pulgões)
Cochonilha, na wikipédia
Cochonilha de raiz, no Plantas Suculentas – Marcos Corradini
Diactor cf bilineatus, no Djibnet (sobre o percevejo do maracujá)
Lagartixa-domestica-tropical, na wikipédia
Manejo Ecológico do Solo, Livro de Ana Primavesi, pela editora Nobe. O material mais rico que já li sobre algas de solo, e ciências do solo em geral
O Mecanismo da Natureza, Livro de Paul R. Ehrlich, pela editora Campus. Basicamente um tratado de ECologia em linguagem acessível aos leigos.
Maio 22nd, 2010Topic: Ecologia, Fauna Tags: animais de jardim, animais que comem suculentas, Ecologia, ecologia no jardim, interação animal planta, relações entre fauna e flora



































































































































































Maio 27th, 2010 at 11:30
Bom dia Ravick! Saudades de suas visitas. Que coisa linda esse seu site. Adorei as imagens, as informações e a beleza dele. Adoro suculentas. Tenho várias. Parabéns por este trabalho lindo.
Maio 30th, 2010 at 5:05
[...] – Lucius Anneus Seneca / Mais uma vez, o diabo / Profissão Perigo Floresta de Suculentas – Fauna da uma FDS Leite com manga faz mal – Qual é a do [...]
Outubro 8th, 2010 at 22:20
Por favor tenho procurado esta “suculenta” se vc souber onde posso encontrar p comprar ou ao menos o reail nome dela, pois a conheço como tatuzinho, ela está nesta foto de seu site link= http://www.florestadesuculentas.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/Inseto-grande-e-desconhecido-encontrado-dentro-da-FDS.JPG
obs. o local onde está um circulo em vermelho mostrando um inseto, pega algumas partes da folhagem da planta que busco, ela tem folhas verdes com traços brancos.
Grata
Tatiana