Graptopetalum paraguayense
Nomes populares: Planta fantasma, planta madrepérola, Rosa de Pedra, Ghost plant, Mother of pearl plant
Família: Crassulaceae
Espécies assemelhadas: Várias espécies do mesmo gênero são confundidas com ela.
Origem: México.
Características: Planta em roseta, com cor variando do branco ao cinza, podendo assumir tonalidades de azul, cor-de-rosa ou verde, dependendo do local onde ela viva. Caule geralmente ereto, até cerca de 10 cm, mas também podendo ser pendente, quando atinge tamanho bem maior. Prefere sol pleno, mas vive bem em ambiente bem sombreado.
Cultivando em Florestas de Suculentas: Esta sempre foi a minha espécie favorita. Minha mãe a cultivava desde antes de meu nascimento. Eu nunca crio uma floresta de suculentas sem esta espécie, e não apenas porque eu goste dela: Além de ser linda e chamar a atenção de quem a observa, ela mantém algumas relações ecológicas interessantes quando em uma FDS. Suas folhas acumulam gotas de água após as chuvas/regas, o que por si só é um espetáculo.
Antes de qualquer coisa, esta é uma espécie flexível quanto à sucessão ecológica da FDS, podendo atuar como pioneira, mas persistindo e reproduzindo mesmo em meio a uma FDS climáxica. Tem também boa tolerância à umidade, podendo ser facilmente combinada com musgos (veja a penúltima foto da galeria no fim deste artigo). É bem rústica, mas sem ser agressiva: Convive facilmente com qualquer outra espécie com a qual se a queira combinar. Permite espécies menores debaixo dela (faz pouca sombra) e tolera espécies maiores acima.
Sua floração, que se dá no inverno, é pouco atrativa, e a polinização dificilmente ocorre. Em todo caso, apesar de não atrair polinizadores, os pendões florais podem ser algo atrativos para pulgões e cochonilhas, os quais podem atrair predadores, como joaninhas e suas larvas, ou então formigas, que defendem os pulgões das joaninhas em troca de secreções doces dos pulgões. Em todo caso, estes ataques são pouco prejudiciais às plantas-fantasmas, que em nada demonstram senti-los. Às vezes algum hemíptero (percevejo) pode picar os pendões, mas ela também não demonstra ser prejudicada.
Às vezes, quando uma folha morta apodrece ao invés de murchar e secar, ela emite um cheiro agradável. Isso mesmo: agradável. Um cheiro doce, que lembra os de certos produtos de higiene pessoal, como determinados xampus. Quando isto ocorre, pode atrair alguns polinizadores, como abelhas Apis, que pensam se tratar do cheiro de alguma flor.
O fato de ser uma planta bem rija atrai insetos diversos que a usam como poleiros. Aqui em Santa Catarina, em semanas de muito vento, não é raro eu encontrar efêmeras, mariposas, marimbondos, hemípteros, mosquitos, aranhas e até filhotes de lagartixa nela pousados. Aranhas também podem usá-la como suporte para suas teias.
Esta planta retrata em si mesma a qualidade do solo onde está, especialmente quanto à quantidade de nitrogênio neste: Quanto mais folhas tiver, e quanto mais longas e achatadas estas forem, mais abundante será o solo neste nutriente, o oposto valendo para quanto mais a planta demora para emitir folhas novas, e quanto mais estas forem grossas e curtas. Pode ainda mudar sua cor: tende ao cor-de-rosa quando em solos muito pobres sob sol pleno, e ao azul/cinza quando em solos ricos. Na sombra, sua cor pode tender tanto ao azul quanto ao verde. Em condições normais, porém, será predominantemente branca.
Interações (pragas/doenças/outros): Afora os pequenos insetos sugadores que se alimentam nos pendões florais, apenas observei alguns ataques isolados de certa espécie de lesmas exóticas (creio que Deroceras), e caracóis comuns de jardim (Bradybaena?) (Veja na última foto da galeria no final deste artigo, uma folha cuja parte do broto foi comida por uma lesma). Houve certa vez o alastramento e uma espécie de doença que não pude identificar, vinda com uma outra espécie congênere. As folhas atacadas ficavam com um tom de cor-de-rosa intenso, e quando isto se dava no centro da roseta, os brotos vinham um pouco deformados. O aspecto em si era até bonito, mas um olhar mais atento percebia que a planta tinha alguma dificuldade com aquela situação (o aspecto se assemelhava à variedade “pinky“, veja as três últimas fotos da galeria de fotos de outros sites, no final desta página). Após o alastramento inicial rápido, a doença se adaptou, e agora aparece muito esporadicamente em algumas folhas das minhas plantas, mas sem causar qualquer mal digno de nota. Por fim, cabe comentar que bem no início de algumas de minhas FDS, a compactação do solo permitiu o estabelecimento de certa espécie de alga de solo, que cobria a terra com uma camada preta e muito dura, que atrasava em várias semanas o enraizamento das mudas de planta-fantasma formadas por folhas caídas. Assim como a doença, mais tarde estas algas de solo entraram em equilíbrio com o resto das FDSs, e não formam mais capas duras senão como manchas isoladas, ou em FDSs recém montadas.
Propagação: Extremamente fácil. Costuma ser feita por estaquia de folhas, mas os galhos também podem enraizar. Coloque cada uma das folhas apenas depositada em um vaso com substrato (ideal: metade areia e metade terra de jardim), sem enterrar parte alguma. Deixe a parte de baixo em contato com a terra, podendo o vaso ficar ao sol ou sombra. Até que surjam raízes e estas toquem o solo, é desnecessário regar. Até se obter uma muda bem formada e forte leva cerca de um mês, mas, por ser uma planta muito resistente, a folha ainda brotando já pode ser plantada (melhor: depositada, não se deve enterrar nada, pois ela se enraíza sozinha) no lugar definitivo. Folhas que caem da planta naturalmente também tenderão a gerar novas mudas.
Tolerância a umidade: Bastante boa, chegando mesmo a tolerar mais de um dia de alagamento.
Floração: No inverno, pouco atrativa.
Galeria de imagens:
Links internos relacionados:
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Galeria de imagens relevantes de outros sites:
Links externos/referências:
Graptopetalum paraguayense, no paisagismo digital
Graptopetalum paraguayensis, no blog Plantas Suculenta de Marcus Corradini
Graptopetalum paraguayene, wikipedia
Propagating Mother of Pearl or Ghost Plant!, no janedata
Succulent: Mother of Pearl or Ghost Plant, in Flower!, idem acima
Ghost Plant, no plant of the week
Mother of Peral Plant, no desert tropicals
Graptopetalum paraguayense, no sicluceatlux
Junho 18th, 2009
Topic: Crassuláceas, Espécies de Suculentas Tags: None



























Julho 3rd, 2009 at 5:53
[...] Graptopetalum paraguayense [...]
Novembro 17th, 2009 at 20:25
Fiquei apaixonada pelo site, pelos traços autobiográficos, pelo encantamento que vc demonstra pelas plantas, pelas suas FDS…
Parabéns!
Novembro 18th, 2009 at 20:43
Obrigado, Giane! ^^
Novembro 19th, 2009 at 13:26
Adorei…. PARABENS pelo site, suas fotos são maravilhosas.
Novembro 19th, 2009 at 17:36
queria fazer um trabalho de escola e nao achei as informações que precisava. Mas gostei do site
Janeiro 23rd, 2010 at 19:12
amei ;amo demais as suculentas as vezes me pgo tão atraida por elas chegou não ver as horas passarem.as suas fotos são demais muito obrigada por proporcionar tamanha beleza.
Fevereiro 1st, 2010 at 1:30
E eu agradeço a visita! ^^